Brasil perde Eduardo Campos, esperança para os que acreditam na política

O candidato ao Senado e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou uma nota de pesar pela morte de seu amigo e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, em trágico acidente aéreo nesta quarta-feira (13), na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Abaixo, a íntegra da  nota:

“MEU AMIGO EDUARDO CAMPOS

O Brasil perde um grande líder, um homem público sensível,  uma esperança para os que seguem acreditando no exercício da Política como instrumento de fortalecimento democrático. Conheci Eduardo Campos  em 1999, em Brasília. Era deputado federal, e nunca mais deixamos de nos ver, manter um relacionamento fraterno, dialogar e falar sobre política. Em 2010, me convidou para entrar no PSB, mas o PSD  ganharia proporções nacionais, e adiamos um projeto maior, de união, para uma conversa posterior. Sempre que vinha a São Paulo, eu o recebia em casa, falávamos sobre política e seus sonhos de ser Presidente. Aprendi muito com ele. Dividíamos projetos, ideias e lembranças da política. Eduardo deixa o exemplo de correção, de caráter e sensibilidade que o Brasil não esquecerá. Meus sentimentos à sua mulher, à sua família e aos pernambucanos que tiveram a oportunidade a honra de tê-lo como, deputado, secretário de estado e governador. Um homem público vencedor, que pensava sempre em ajudar as pessoas.”

 

Executiva

A Executiva Nacional do PSD também divulgou nota de pesar pela morte do ex-governador de Pernambuco.

É com grande consternação que a Executiva Nacional do PSD (Partido Social Democrático) recebe a notícia da morte de Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, que seria um dos principais candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro. É uma perda irreparável para o País e, em especial, para a democracia brasileira. A militância de Campos por justiça e liberdade estava em seu DNA. Neto de Miguel Arraes, conhecia como ninguém o preço desta luta. Foi por ela que seu avô viveu no exílio durante 14 anos, afastado de parte da família e alijado da vida política do País.

Eduardo começou a seguir os passos do avô ainda na universidade, quando se elegeu presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. O gosto pela política e o engajamento nas causas nas quais acreditava o fizeram trocar, em 1986, um mestrado nos Estados Unidos pela campanha que elegeria o avô governador de Pernambuco. Foi a partir daí que sua carreira política decolou definitivamente: foi chefe de gabinete de Miguel Arraes e, seguidamente, deputado estadual, deputado federal (três vezes), ministro da Ciência e Tecnologia e, finalmente, governador de Pernambuco por duas vezes consecutivas.  

Eduardo Campos deixa para o Brasil um importante legado. O do homem público que lutou pela ampliação do debate político e buscou de maneira obstinada o consenso, tendo sempre como horizonte o desenvolvimento econômico e social do brasileiro.

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